Conheça: Elas Eram Princesas

Uma antologia de contos feministas.


Olá! Eu poderia começar esse blog com um post diferente, mas decidi ir direto ao ponto. Se você está aqui, provavelmente é um escritor ou leitor apaixonado, certo? Então vamos falar sobre livros! Hoje eu apresento essa antologia que tive o prazer de participar.


Um livro sobre mulheres


“Todos os dias precisamos provar quem somos, agarrar com unhas e dentes nossas chances e não fugirmos da luta, até porque, não há para onde fugir. As princesas desceram de suas torres e pegaram o metrô lotado para prover o castelo.”

Trecho do prefácio escrito por Vauline Gonçalves.


A importância do empoderamento feminino

Quando eu era criança, achava que ser mulher era chato. Onde já se viu existir para servir aos outros? Eu queria ser homem, porque nas histórias que eu lia eram eles os protagonistas e heróis, ou até mesmo os vilões com pontos de vista caóticos e interessantes.

Então, em uma manhã tediosa, fui na casa da minha vizinha e peguei um livro na estante dela: A Bolsa Amarela, de Lígia Bojunga. Foi a partir daí que comecei - apenas comecei, veja bem - a pensar diferente. Nesse livro conhecemos a história de Raquel, uma menina que também achava um saco ser menina porque tudo que ela gostava era dito como masculino, e também porque homens sempre tiveram seus privilégios. No decorrer da história ela começa a entender que para fazer o que ela quer, basta simplesmente fazer.


Se uma história de público infantil conseguiu causar grande impacto na minha vida e na de tantas outras crianças, imagina se começarmos a falar sobre todas as outras dores que nos rodeiam por apenas sermos mulheres? É o que essa antologia faz. Os contos abordam a objetificação feminina, relacionamentos abusivos, violência doméstica, sexual, psicológica, e todo o estrago que pensamentos machistas causam em nossa autoestima, até hoje.


Ler sobre mulheres poderosas resolverá o problema?


“Eu me senti brisa, eu me senti chuva, senti meus pés na terra firme e o calor de uma vida em minha frente. Senti-me possivelmente capaz de fazer o impossível. Plena e feliz. Eu havia ganhado a batalha, aquele dia.”

Soldada, de Mel Almeida.


Sabemos bem que o problema é social. Acredito que a mudança acontece a partir da conexão que uma garota que está em seu primeiro relacionamento pode fazer com algum dos contos presentes nessa antologia, por exemplo. Se o garoto já demonstra sinais de intolerância, ela pode evitar os rumos mais trágicos que a história dela poderia tomar. Se a leitora em questão já está em um relacionamento abusivo, ela pode descobrir uma força que nem imaginava ter para sair de situações terríveis. Precisamos de todos os relatos possíveis, tanto para prevenir que mais mulheres sofram, quanto para encorajar as que já estão em sofrimento a lutarem pela liberdade, e daí vem a necessidade de nos acostumarmos a ler sobre as batalhas ganhas no universo feminino. Um lembrete constante de que em cada uma de nós há uma forte guerreira.


Já os leitores homens talvez possam entender, a partir de tantos relatos dolorosos, que essa linha de pensamento e comportamento precisa mudar.


As autoras e autores


Nesse livro temos a participação das autoras Ana Claudia Proença, Ana Paula Lôbo, Andressa Schmidt, Artemise Galleno, Bruna M. Cenco, Cecília Maria Tavares Dias, Fátima Cordeiro, Gessyca Freze, Giuliana Fontanella, Graziella Marques, Letícia P.S., Malu Rocio, Marcela Cardoso, Margarete Prado, Nancy Scarlett-Hayalla e eu, Mel Almeida. Há também dois autores homens, sendo eles: Carlos Moraes e Tauã Lima Verdan Rangel.


Tentei ser breve, até mesmo porque seria inviável falar um pouco sobre cada conto. Entretanto, deixo aqui meu destaque para A Tiara, de Bruna M. Cenco. Mesmo quando achamos que não fomos abaladas no decorrer da vida, de alguma forma nós fomos sim afetadas. Por isso, é sempre bom lembrar umas as outras de nossas conquistas, e até mesmo falar em voz alta que somos incríveis e lindas.


Para ler a sinopse e adquirir o seu exemplar, clique aqui.


Espero que tenham gostado dessa introdução simples, todo começo é um começo, não é mesmo? Siga me acompanhando e, com certeza, chegaremos em algum lugar melhor! :)

Obrigada pela leitura!

Mel Almeida, a moça dos gatos, livros e chá.

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