Olá, Agosto.

A maioria das pessoas que eu conheço detesta o mês de agosto, mas eu sempre tive uma relação estranha e gostosa com ele. É meu mês preferido porque costuma ser o mais frio do ano, mas também há outras razões.




Uma breve história sobre a morte


Minha mãe sempre gostou muito de cálculos. Ela estudava um sistema para ganhar no jogo do bicho e também aproveitava para criar cálculos para coisas “aleatórias”, tipo a morte. Quando essa mania começou meu avô estava doente e sofrendo muito. Essas situações tendem a colocar a gente para pensar, então Izabel resolveu descobrir quando ela iria morrer.


Não me pergunte como, eu sou de humanas. O que tenho é apenas a lembrança de quando ela disse que tinha descoberto o mês da morte dela e o do meu avô também. Me perguntou se eu queria saber o meu e eu respondi que sim. Ela voltou para o quarto, se enfiou nas cobertas e só saiu de lá para anunciar que eu morreria em algum agosto.


Achei estranho. Durante esse mês eu costumo estar bem introspectiva e melancólica, mas também costuma ser quando mais escrevo, tenho ideias e coisas boas acontecem na minha vida. Fiquei me perguntando se eu teria uma crise depressiva horrível que traria minha morte. Suspirei. Minha relação com a morte nunca foi muito dramática, eu sempre entendi que em algum momento isso iria acontecer. É natural. Talvez eu morresse em agosto porque finalmente eu estaria em paz, e nada melhor do que partir no meu mês favorito.


Segundo os cálculos da minha mãe, meu avô morreria em setembro daquele ano. E morreu. Já o mês de partida dela, eu preferi não saber.


A importância de ser fênix


Eu morri algumas vezes em agosto, de fato. Provavelmente ainda morrerei mais. O que importa é voltar mais forte, com o ciclo fechado e pronta para o próximo.


Agosto para mim é renascimento, aprendizado, autoconhecimento e cuidado. Se você é uma das pessoas que não gosta desse mês, que tal ressignificar ele? Crie um desafio para realizar, faça uma meditação diferente por dia, comece algo e finalize também. Se permita quebrar a continuidade de coisas ruins e se abra para as novas possibilidades.


Um ótimo agosto para todos!

Obrigada pela leitura!

Mel Almeida, a moça dos gatos, livros e chá.

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